O legado de Rincón: o que o ex-jogador deixa para o futebol brasileiro

Ídolo do Corinthians morreu em acidente de carro na Colômbia, aos 55 anos

O ídolo Freddy Rincón morreu de maneira trágica, após acidente de carro na Colômbia. Aos 55 anos, o ex-volante deixou sua marca no futebol brasileiro, principalmente com grandes atuações pelo Corinthians no fim da década de 90.

Como homenagem ao legado do colombiano, relembramos seus principais momentos no futebol brasileiro, onde formou um dos melhores times das últimas décadas e conquistou o primeiro título mundial organizado pela FIFA. Confira!

Reforço patrocinado pela Parmalat

Rincón começou a carreira no Atlético Buenaventura, um time amador da sua cidade natal, antes de estrear nos profissionais pelo Independiente Santa Fe, em 1986. Depois, se transferiu para o América de Cali, onde jogou entre 1990 e 1993.

A sua história no futebol brasileiro começa em 1994, quando é anunciado como reforço do Palmeiras, que à época tinha o patrocínio da Parmalat. O misto de características físicas e técnicas o fizeram ter sucesso no clube, com os títulos do Paulistão e do Brasileirão em 1994. Rincón foi o primeiro colombiano a marcar gol por um clube brasileiro.

No mesmo ano foi para o Napoli, da Itália, onde foi bem e depois acertou com o Real Madrid. Porém, a passagem na Europa não seria longa e ele voltaria para o Palmeiras em 1996.

Ídolo no Corinthians

Após a passagem frustrada pela Europa e os títulos pelo Palmeiras, Rincón foi anunciado como reforço do Corinthians, em parceria com o Banco Excel. Nesse momento, ele teve uma mudança importante na carreira: além de jogar no rival, também foi recuado para jogar de volante.

Inegavelmente, foi no Timão que Rincón viveu a melhor fase da sua carreira. A passagem entre 1997 e 2000 não foi longa, mas foi suficiente para colocar seu nome na história do Corinthians. Ao lado de Vampeta, Ricardinho e Marcelinho, formou um dos melhores meios-campos da sua geração e é lembrado pelos torcedores até hoje.

Na nova posição, ele se destacou pela capacidade de ajudar a defesa com a sua grande proteção de bola, mas também com uma imensa qualidade para sair jogando e aparecer no ataque como elemento surpresa.

Títulos importantes no Timão

Em um dos períodos mais vitoriosos da história do clube, Rincón participou de quatro títulos importantes do Corinthians. A lista começou com o bicampeonato brasileiro em 1998 e 1999, além da conquista do Paulistão em 1999. O ponto alto foi a conquista do Mundial de Clubes, o primeiro organizado pela FIFA, em 2000.

Diante de mais de 35 mil corintianos no Maracanã, Freddy Rincón teve a honra de levantar a taça como capitão da equipe. Foi uma das suas últimas participações com a camisa do clube, porque ele se transferiu para o Santos em fevereiro daquele ano. De qualquer forma, seu nome ficou escrito no Parque São Jorge.

Fim de carreira em Santos e Cruzeiro

Ao sair do Corinthians, Rincón fez o mesmo movimento anterior para jogar em um rival, mas dessa vez sem brilhar no Santos. O colombiano já estava com idade avançada (33 anos) e não conseguiu repetir o mesmo nível das suas atuações no time anterior.

Por fim, ele ainda foi apresentado no Cruzeiro, mas a passagem também foi apagada. Ele ficou três anos longe dos gramados até retornar ao Corinthians, em 2004. No mesmo ano, o ídolo decidiu pendurar as chuteiras e investir na carreira de treinador.

Em 2013, aos 46 anos, ele demonstrou vontade de atuar pelo América de Cali, onde brilhou na década de 90. O volante realizou um jogo amistoso que marcou (agora de vez) a sua despedida dos gramados.

Antes disso, ele chegou a treinar alguns times pequenos do Brasil e teve passagem como auxiliar-técnico do Atlético-MG, em 2010, mas o período como técnico não vingou.

Geração que marcou época na Colômbia

Fora do Brasil, Rincón defendeu a Colômbia em três Copas do Mundo. Participou de uma geração que conseguiu a classificação para os Mundiais de 1990, 1994 e 1998, ao lado de Carlos Valderrama, Leonel Álvarez e outros nomes importantes.

No Mundial de 1994, a Colômbia chegou como uma das favoritas, mas decepcionou e foi eliminada na fase de grupos. Na Itália, em 1990, o meia fez um gol lembrado até hoje pelos seus compatriotas. A equipe precisava de um empate contra a Alemanha Ocidental e tomou um gol aos 43 minutos do segundo tempo.

Porém, aos 47, Rincón aproveitou grande jogada com Valderrama e Fajardo para sair na cara do goleiro Bodo Illgner. Mesmo aos 24 anos, ele teve calma para dar um toquinho entre as pernas do adversário e marcar o gol da classificação.

Na Colômbia ou no Brasil, Rincón deixou o seu legado no futebol e será lembrado para sempre.

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