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Conheça Paulão, o zagueiro brasileiro que fez história em Portugal e hoje tenta reerguer um tradicional clube espanhol

Jogador em ação na época em que defendia o Braga
Action Images
Sambafoot bateu um papo exclusivo com o camisa 12 do Real Betis

A trajetória de Paulão está longe de ser das mais convencionais. Cria do futebol mineiro, este zagueiro colocou seu nome na história do modesto clube português Sporting Braga ao bater na trave do título da Liga Europa na temporada 2010-2011. Hoje, aos 30 anos de idade, a missão é ainda mais complicada: ajudar o tradicional Real Betis a voltar a ser um clube de grande relevância no futebol espanhol, após dois anos amargando a segunda divisão

O SAMBAFOOT bateu um papo exclusivo com o camisa 12 dos Verdiblancos, que falou sobre o início difícil no Brasil, a glória em Portugal, as desventuras na França e as expectativas para o futuro na Espanha. Houve até tempo para discutir um retorno ao futebol brasileiro, que, segundo ele, pode acontecer no futuro e no https://www.bwin.com/pt Confira a entrevista na íntegra:

Fale um pouco sobre a sua carreira, se apresente para o torcedor brasileiro

Comecei no Atlético-MG aos 15 anos e estive lá até 2004. Depois fui para o América-MG, tive uma passagem muito rápida por lá, não tive tanto êxito. Depois fui para o Gama, e então tive a oportunidade de vir para Portugal, onde fiquei cinco anos. Depois fiquei seis meses na França e agora assinei por três anos com o Betis de Sevilha.

Fale um pouco sobre o início da sua carreira no Atlético

Tive a oportunidade de estar no Atlético-MG quando eu era muito jovem. Cheguei lá com 15 anos e com 17 já estava no profissional, tendo a oportunidade de disputar uma Libertadores. O que me prejudicou foi uma falta de acompanhamento, as coisas foram acontecendo muito rápido e eu não consegui suportar certas coisas como a pressão, eu era muito jovem. O Atlético na época também não podia esperar tanto, dar três, quatro, cinco jogos para eu me firmar. Era uma partida, se o jogador fosse bem, ótimo, se não, já deixavam de lado. Na Europa as coisas correram bem porque as pessoas dão oportunidade, tempo para adaptação, e eu cheguei aqui já com 24 anos.

E por falar em Europa, como foi a sua ida para o Naval, de Portugal, onde você iniciou a sua trajetória pelo Velho Continente?

Na verdade eu nem queria ir para Portugal porque eu estava muito bem no Gama na época, e tinha uma sondagem do São Paulo. Mas eu não estava recebendo no Gama, e fui até enganado. Me apresentaram uma proposta no Brasil e quando eu cheguei em Portugal era outra coisa, metade do valor. Mas eu já tinha rescindido contrato com o Gama, não tinha saído muito bem de lá, então não teve jeito. Mas a adaptação no Naval foi muito rápida, muito boa, tinha vários brasileiros no clube. E o treinador, toda a estrutura me ajudou a me adaptar muito rapidamente.

O próximo passo da sua carreira foi o Braga, onde você conquistou o vice-campeonato da Liga Europa. Como foi esta experiência?

O Braga teve um impacto muito importante na minha carreira. Quando cheguei lá era uma equipe modesta do futebol português, e hoje é considerada grande na Europa, em Portugal, classificada para a Liga dos Campeões [o Braga venceu a Udinese nos pênaltis na última terça-feira e confirmou classificação à fase de grupos da competição]. Foi um momento único para mim, disputar uma final de Liga Europa, disputar uma Liga dos Campeões. É muito difícil qualquer jogador conseguir fazer isso na carreira, e eu consegui ser segundo colocado no Campeonato Português e no ano seguinte disputar a Liga dos Campeões, chegar à final da Liga Europa e ficar em terceiro no campeonato nacional. Foi o momento máximo da minha carreira, e um momento único não só para mim, mas para todos os jogadores. Ficamos na história do clube.

E por que você saiu de lá para o Saint-Étienne, da França?

Meu contrato com o Braga tinha acabado e eu tinha na cabeça que queria mudar de campeonato, ir para um campeonato mais difícil. Eu tinha várias propostas, da Espanha, de outros países, mas no final tive que tomar a decisão e fui para o Saint-Étienne.

Como foi este período na França?

Acho que foi uma das piores decisões que eu tomei, porque o clube não estava preparado para receber pessoas estrangeiras. Cheguei lá e as coisas foram totalmente diferentes de quando eu cheguei em Braga. Tive que correr atrás de tudo, eu não falava inglês, não falava francês. Então a adaptação foi mais difícil, para mim e para a minha família também, ficar sem apoio é complicado. Foi uma decisão que se eu pudesse voltar atrás eu não tomaria.

Como se deu a ida por empréstimo para o Betis, no início de 2012?

Eu estava jogando normalmente no Saint-Étienne, era titular, mas não estava feliz. Em dezembro [de 2011] eu fui para o Brasil e decidi com a minha família que eu não queria mais continuar lá, por vários motivos, que não tiveram nada a ver com os rumores da época, sobre a minha esposa. Foi mais por causa da estrutura e pela falta de apoio para o estrangeiro, eu me sentia muito sozinho. Partiu de mim o interesse de ser emprestado. Eu conversei com o presidente, que é uma pessoa muito gente boa, e ele entendeu a minha vontade e me emprestou para o Betis.

Como tem sido este primeiro ano por aí? E quais são os objetivos para a temporada que está começando agora?

O Betis passou dois anos na segunda divisão e a temporada passada foi a primeira do clube de volta na primeira divisão. No primeiro semestre [da temporada 2011-2012] eu não estava aqui, mas eu ouvi falar que as coisas não correram muito bem. Quando eu cheguei graças a Deus as coisas começaram a melhorar, e no final [do Campeonato Espanhol em 2011-2012] a gente tinha chance de chegar na Liga Europa. Esse ano o objetivo é chegar na Liga Europa, queremos voltar.

Mas você cogita uma volta para o Brasil em algum momento?

A gente nunca fazer afirmações assim, porque as coisas muitas vezes acontecem da noite para o dia. Estou bem aqui, mas amanhã pode surgir uma proposta boa e eu posso ir. Mas eu posso falar que eu tenho vontade sim de jogar no Brasil, hoje o Campeonato Brasileiro é um dos mais valorizados, aqui na Europa as pessoas falam muito bem. Eu tenho vontade de voltar sim, mas aqui estou com um contrato muito bom para mim e para a minha família, em um grande campeonato como o Espanhol, e em uma equipe tradicional que é o Betis.

 
 

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