Mircea Lucescu: Viagem ao Brasil fará parte da história do Shakhtar

O técnico dos 'mineiros' comenta a viagem já próxima da equipe à América do Sul.
04/01/2015 4:11 PM
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– Lucescu, inter-temporada no Brasil é algo absolutamente novo na história do Shakhtar. O que espera dessa viagem?
– Hoje o Shakhtar é uma equipe de alto nível internacional. O clube é bem conhecido em todo o mundo. Especialmente no Brasil, já que temos jogadores nossos defendendo as cores da seleção brasileira! Lá o Shakhtar é uma das equipes mais populares da Europa. Esta viagem dará aos amantes de futebol brasileiros a oportunidade de nos ver atuar pela primeira vez ao vivo. E, para o Shakhtar, uma viagem ao continente sul-americano melhora a nossa imagem internacional, aumenta o estatuto do clube e traz novos fãs. Além disso, os nossos jogadores brasileiros estarão jogando frente às suas torcidas, o que também é muito importante. A viagem ao Brasil fará parte da história do nosso clube

– Levaram muito tempo a decidir sobre essa viagem?
– Fazia já quatro anos que estávamos procurando uma oportunidade para fazer a inter-temporada no Brasil! Mas nuca foi possível. Embora, provavelmente, seja até melhor que tudo tenha acontecido precisamente agora, uma vez que chegamos a um nível tal que já podemos jogar em pé de igualdade com os melhores clubes do Brasil. E, o que não é menos importante, as equipas brasileiras mais fortes também demonstraram interesse em jogar com a gente. Isso é mais um indicador importante em termos de imagem internacional do Shakhtar.

– Qual a lembrança mais viva que tem da sua primeira viagem ao Brasil?
– Eu sempre amei o futebol brasileiro. Fui capitão do time da Romênia na Copa do Mundo no México e foi aí que troquei de camiseta com o Pelé. É verdade que na altura perdermos por 3×2. Eu tinha apenas 24 anos de idade… Me lembro que na Copa do Mundo seguinte, a seleção da Romênia fez a concentração de preparação precisamente no Brasil. E aí joguei em todo lado: em Porto Alegre Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Campinas. Conheço todas essas cidades. Fiquei muito impressionado com o estilo de jogo deles, com o seu talento, técnica, comportamento em campo, a atmosfera nos estádios…

– O futebol europeu é muito diferente do brasileiro?
– Sim, bastante! Na Europa o futebol é mais disciplinado. Aqui tudo se constrói com base na preparação física e tática: o jogo é rápido e intenso, não há tempo para pensar. Já o futebol brasileiro é mais calmo, não tem tanta agressividade. Lá, cada jogo é um show, é um espetáculo do verdadeiro futebol.

– Agora é verão no Brasil e na Ucrânia é inverno. O Shakhtar vai disputar o primeiro jogo de 2015 em Lviv contra o Bayern. A mudança climática não vai afetar os jogadores?
– Não. A gente estará de volta à Ucrânia no dia 27 de janeiro, o que nos dá três semanas para aclimatar.

– Está satisfeito com a seleção de equipes que o Shakhtar vai enfrentar no Brasil?
– Sim. Desde o primeiro dia que surgiu a questão dessa viagem eu pus uma condição: ou o Shakhtar joga com grandes times brasileiros, ou não viaja!

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