Em semifinal histórica, Corinthians liquida o Palmeiras no Brasileirão Feminino

Finalista em 2017, 2018 e 2019, o Timão vai em busca ao bicampeonato brasileiro e se consolidar mais ainda como força máxima nas mulheres.

Corinthians continua avassalador! A equipe venceu na noite de segunda-feira, (17), por 3 a 0 o Palmeiras no jogo da ida do Brasileirão Feminino, em plena Neo Química Arena. 

O primeiro confronto realizado na semana anterior havia terminado em um empate nulo no Allianz Parque. 

O duelo fora de campo marcou pela primeira vez, uma semifinal do Campeonato Brasileiro no futebol feminino transmitido seja por streaming, televisão fechada e canal aberto. 

Band, ESPN e o Twitter do Brasileirão Feminino transmitiram as partidas da semifinal o que ressignifica que o futebol feminino mudou. 

O sucesso foi tanto que foi o segundo assunto mais comentado no Twitter da noite. 

Desde 2016, o esporte se tornou o queridinho do público nos Jogos Olímpicos, rendendo pessoas em bares para torcer pela Seleção e movê-las aos estádios para entoar cantos como “Zika” à goleira americana Hope Solo, que antes tinha resolvido zoar o país ao compartilhar uma foto com uma mala de inseticidas dizendo estar “preparada para o Rio 2016”. 

Como em 2019, quando parou o país sendo feriado estadual em alguns lugares para acompanhar a canarinha na Copa do Mundo Feminina da França. 

O jogo por sua vez, começou com o Timão a mil por hora. Aos 21 minutos, em cobrança de falta de Andressinha, Poliana subiu mais alto e cabeceou estufando a rede. 

O time comandado por Arthur Elias trocava passes rápido e aproveitava os erros de passe do alviverde. 

Gabi Portilho estava inspirada, tentou tanto no segundo tempo, que aos 42’, dominou a bola e cruzou para Victoria Albuquerque marcar. A jogadora da Seleção Brasileira, deu um voleio de primeira. No entanto, a arbitragem anulou por impedimento 

Seria esse o fim? Não! Três minutos depois, Ingryd ao cobrar um escanteio do lado esquerdo, mandou um gol olímpico. O tento foi histórico, nunca na história do Itaquera havia recebido tal feito. Desde que começou a receber jogos em 2014. 

Ela voltaria pouco tempo depois para dar uma assistência à Diany, que ao chutar fraco, fez as zagueiras do Verdão apáticas olharem para bola ir em direção à baliza. 

É importante reafirmar o poderio do Brasil quando elas atuam. Antes de sequer existir um campeonato, o Brasil já conquistava duas pratas olímpicas, com as finais perdidas justamente para os Estados Unidos em 2004 e 2008, como um vice-campeonato de Copa do Mundo em 2007, quando foram derrotadas para a Alemanha. Em 2012, levaram o bronze. 

Fora isso exportaram craques como a rainha Marta, vencedora de cinco bolas de ouro da France Football com a FIFA e um prêmio The Best em 2018. 

No ano passado, a pressão pela melhora aumentou após diversas marcas começarem a patrocinar e os recordes de audiência chegarem na tela do maior veículo televisivo do país, a rede Globo. 

Em agosto adquiriram a contratação da técnica sueca Pia Sundhage que foi bicampeã olímpica com o time estadunidense.  

Para melhorar tudo, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) resolveu adicionar o VAR para a semifinal, além de a pedidos da treinadora do canarinho, inserirem GPS para medir a intensidade do jogo no Campeonato Brasileiro, a fim de equipararem com equipes europeias. 

Mesmo com mais investimentos seja de clube e Federação, o Corinthians continua sendo a força máxima do futebol brasileiro na modalidade das mulheres.  

Desde que o Brasileirão foi iniciado em 2013, equipe chega à quarta final consecutiva em busca do bicampeonato encara o Avaí Kindermann (que eliminou o São Paulo por 3 a 1 no agregado) nos dias 22 de novembro e 6 de dezembro. 

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