Com tensões, Colômbia não sediará Copa América

Conmebol não atende pedido de adiamento. País enfrenta grave crise social por conta de protestos.

A Colômbia anunciou que não sediará a Copa América em conjunto com a Argentina. A decisão foi tomada após uma série de protestos e divulgada neste fim de semana.

Política sobretudo deu o nome para tal tomada, grupo realizava uma série de protestos chamados “Comitê de Paro” contra a realização do torneio no país de Shakira e James Rodriguez.

O campeonato previsto para começar em 13 de junho e terminar em 10 de julho deverá ser confirmado apenas na coanfitriã Argentina, que aumentará a oferta de estádios (de quatro para até oito). Conmebol e governo colombiano travaram uma queda de braço nas horas que antecederam a decisão.

Vivendo grave crise social, com protestos que tomaram conta do país nas últimas semanas, a Colômbia pediu o adiamento da competição para o mês de novembro. No entanto, Conmebol não atender seu pedido.

Quase 40 anos atrás, o mesmo país também vivia a expectativa de sediar uma grande competição e, por motivos diferentes, também acabou perdendo a oportunidade.

Em 1982, os colombianos viram o sonho de receber uma Copa do Mundo deixar o país. No dia 9 de setembro de 1974, a Colômbia ganhou o direito de sediar o Mundial de seleções de 1986. O país, mesmo em dificuldades econômicas, iniciou os preparativos para receber o evento pela primeira vez em sua história.

Foram 21 dias de protestos contra uma proposta de reforma tributária do governo colombiano, pelo menos 42 pessoas morreram, e mais de 1.700 ficaram feridas. O presidente Ivan Duque admitiu que houve excessos por parte da polícia. Instaurando uma tensão social entre os civis e a polícia.

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