Samba Gold 2021 vem aí – premiação traz novidades e lança categoria do futebol feminino

Modalidade cresce e se consolida no Brasil nos últimos anos.

O Samba Gold é um tradicional prêmio criado pelo Sambafoot e que consagra anualmente, desde 2008, o melhor jogador brasileiro que atua na Europa. Mas, a partir de 2021, duas mudanças aumentam ainda mais a importância da premiação.

A primeira é que a partir de agora o troféu será dado para o melhor brasileiro em campo fora do Brasil, independentemente do continente de atuação. Trinta craques concorrem ao título. E, prova da evolução do futebol feminino, nesse ano estreia o Samba Gold Feminino.

Assim como no masculino, a seleção da melhor jogadora brasileira leva em conta as estatísticas, o papel, as conquistas e o impacto geral da atleta em seu clube de 1º de janeiro até o final do ano. Após as craques concorrentes serem selecionadas, uma votação será aberta no Sambafoot.com em 15 de dezembro.

A entrega da premiação para a vencedora será anunciada posteriormente no próprio website.

O futebol feminino vem crescendo de forma significativa nos últimos tempos. As transferências internacionais dessa modalidade aumentaram consideravelmente.

De acordo com relatório da FIFA divulgado em fevereiro, os clubes femininos investiram US$310,1 mil na janela de transferências de janeiro de 2021, contra US$193,6 mil no mesmo período de 2020 – crescimento de 60%.

Crescimento do futebol feminino no Brasil

O ano de 2019 pode ser considerado como o pontapé para o crescimento ininterrupto do futebol feminino no Brasil nos últimos anos, seja pelas regras impostas por instituições do futebol sul-americano, seja pela realização da Copa do Mundo Feminina.

Em janeiro de 2019 entrou em vigor uma regra da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) que na prática obrigava todos os clubes da primeira divisão do Campeonato Brasileiro e da Copa Libertadores a criarem equipes de futebol feminino.

Para poder participar do Brasileirão e da Libertadores no masculino, os clubes precisariam ter também um time feminino em operação.

Se havia desconfiança em relação à capacidade de geração de receita para os clubes com o futebol feminino, a Copa do Mundo de 2019 serviu para dissipar qualquer temor. O mundial daquele ano foi a edição mais vista da história, quebrando recordes de audiência em todo o mundo.

Brasil x Franca

A.RICARDO / Shutterstock.com

No Brasil, os jogos da seleção nacional na fase de grupos da competição aumentaram em 90% as médias de espectadores na parte da manhã da Rede Globo. Depois, nas oitavas de final, o canal chegou a registrar 30,4 pontos de audiência, números dificilmente atingidos fora do horário nobre da televisão.

Segundo dados da FIFA, mais de 1 bilhão de espectadores acompanharam a edição pela TV ou através de outras plataformas digitais – um aumento de 30% em relação à edição anterior – e, claro, o telespectador brasileiro teve significativa participação nesse número.

Naquele mesmo ano, a consolidação no interesse pelo esporte no país ficou ainda mais evidente na final do Brasileirão Feminino entre Corinthians e Palmeiras, em setembro. O título conquistado pelo Timão deu recorde à TV Band, que teve a maior audiência da história da competição, com uma média de 5 pontos.

A SporTV ficou no segundo lugar geral de espectadores entre todos os canais de TV paga.

E não parou por aí: de acordo com a Casa de Apostas, empresa do meio de apostas esportivas, foi registrado um aumento de 100% no número de interessados em apostar na final feminina em comparação com a decisão de 2020.

Com tudo isso, as mulheres do futebol – que vêm ganhando cada dia mais destaque e, merecidamente, reconhecimento – não poderiam ficar de fora da premiação criada pelo Sambafoot.

Vencedores do prêmio Samba Gold

O primeiro vencedor da história da premiação masculina foi o ex-meia Kaká, em 2008, quando brilhava pelo Milan, da Itália. Neymar levou o troféu para casa em quatro oportunidades – 2014, 2015, 2017 e 2020 – se tornando o maior ganhador do Samba Gold.

Nos dois primeiros anos o craque representava as cores do Barcelona, da Espanha, enquanto nos dois últimos ele já defendia o PSG, da França, onde joga atualmente.

E aí, qual será a primeira grande vencedora do prêmio Samba Gold Feminino 2021, e que vai se juntar aos craques premiados até aqui?

Fique ligado no site do Sambafoot nas próximas semanas para não perder o início da votação no dia 15 de dezembro e saber quais as grandes craques do futebol feminino irão concorrer a este tradicional prêmio.

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