Top 4 do Brasileirão tem maior média de idade em relação a outras ligas

O Brasil é conhecido por revelar grandes talentos para o futebol internacional.

O Brasil é conhecido por revelar grandes talentos para o futebol internacional. Só que, nos últimos anos, as nossas promessas perderam espaço para jogadores mais experientes. Assim, a média de idade do Top 4 do Brasileirão fica acima de todas as ligas importantes do planeta.
Aos 35 anos, Hulk foi o grande destaque da temporada, com direito a artilharia e Bola de Ouro do Brasileirão 2021. O atacante é o grande exemplo desse movimento, porque ficou mais de uma década em times da Europa e Ásia e retornou em alto nível para o futebol brasileiro.
Na verdade, o Atlético-MG campeão apostou nos veteranos para sair da fila e conquistar o bicampeonato, com média de idade de 29 anos entre os titulares. Com outros times também seguindo o mesmo caminho, a consequência é um futebol mais “experiente”.

Média de idade do G-4 do Brasileirão é a maior entre as principais ligas

Na comparação com outras ligas do planeta, o Campeonato Brasileiro é o que tem a maior média de idade entre os times do G-4. O Flamengo é um dos que puxam esses dados para cima, porque o seu time-base tem média superior a 30 anos, junto com o Atlético-MG (29).

Na média, os números ficam acima da Espanha e México, que é um lugar conhecido por receber jogadores veteranos ou que se destacaram em times europeus nos anos anteriores.

Na Seleção Brasileira, Tite chamou alguns jogadores acima de 30 anos em 2021, como Edenílson, Éverton Ribeiro e Hulk. As revelações seguem com oportunidades — Antony e Vinícius Júnior fazem grande temporada, mas estão distantes dos times brasileiros.

Média de idade do Top 4 das principais ligas nacionais*

Brasil (Campeonato Brasileiro) 29,25
Espanha (La Liga) 28,5
México (Liga MX) 28,5
Itália (Serie A) 28
Inglaterra (Premier League) 27,75
Argentina (Superliga) 27,25
Portugal (Primeira Liga) 26,75
França (Ligue 1) 26
Alemanha (Bundesliga) 26,75
Holanda (Eriedivise) 25,75

*Dados atualizados em 06/12

Medalhões se destacam no Brasileirão

O Brasileirão 2021 foi dominado pelos veteranos. Contratado no início do ano, Hulk foi o grande nome do futebol brasileiro e terminou como melhor jogador e artilheiro da competição, mesmo aos 35 anos de idade.

Ainda no Atlético-MG, outros “medalhões” também fizeram parte da campanha vitoriosa, como Diego Costa (33), Keno (32), Mariano (35) e Nacho Fernández (31).

Vice-campeão, o Flamengo que encantou o mundo em 2019 manteve sua base com muitos jogadores experientes. Destaque para Bruno Henrique (30), Everton Ribeiro (32), Filipe Luís (36) e Diego Alves (36).

A Seleção do Brasileirão, dominada por Atlético-MG e Palmeiras, é um retrato desse “envelhecimento”. O nome mais novo da lista foi Michael (25 anos), que passou de contestado a um dos destaques do time rubro-negro na temporada.

Clubes apostam em velhos ídolos

Virou uma rotina no futebol brasileiro atual trazer de volta jogadores com histórico vitorioso no clube. O Corinthians foi o maior exemplo da temporada e repatriou Renato Augusto e Willian, além de Giuliano, que passou por Internacional e Grêmio.

Rebaixado para a Série B, o Grêmio fez uma das maiores contratações de 2021 ao anunciar Douglas Costa. Porém, o ex-jogador da Seleção Brasileira e com carreira vitoriosa na Europa sofreu com problemas físicos e não conseguiu se destacar no Tricolor.

O rival Internacional seguiu a mesma linha e contratou o ídolo Taison, campeão da Libertadores e Sul-Americana em sua primeira passagem pelo clube. O camisa 10 se destacou em alguns momentos, mas também não foi capaz de ter uma grande sequência no time de Diego Aguirre.

Revelações sem espaço no futebol brasileiro?

O Brasil não perdeu o status de celeiro de grandes talentos. Porém, os jovens não conseguiram grande destaque na competição, que foi dominada por jogadores mais rodados e com passagens pela Europa.

Existem algumas exceções, é claro, que mostram que nem tudo está perdido. O volante André, do Fluminense, foi eleito a revelação do Campeonato Brasileiro 2021. Aos 20 anos, o jogador foi uma das surpresas positivas, junto com o meia Matías Zaracho, do Atlético-MG.

O Red Bull Bragantino rema contra a maré no momento. Desde que foi comprado, o clube definiu uma estratégia de contratar jovens com potencial para revender no futuro. Foram R$150 milhões gastos em jogadores e os resultados vieram no campo: o Massa Bruta garantiu a vaga direta para a fase de grupos da Libertadores 2022.

Craque do Brasileirão 2020, Claudinho foi vendido durante a temporada para o Zenit-RUS, mas Artur assumiu o protagonismo e, aos 23 anos, ficou entre os destaques da última edição. No fim, a maior parte dos jogadores utilizados pela equipe paulista na competição têm abaixo de 21 anos, mas não necessariamente vieram da sua categoria de base.

Por fim, podemos destacar outras equipes que tiveram contribuições importantes da base, como Corinthians e Santos. O zagueiro João Victor e o meia Gabriel Pirani foram duas boas revelações durante o ano, mas os jovens podem ganhar mais espaço nos próximos anos e não servirem apenas como alternativa de emergência. Até porque o futebol brasileiro precisa deles!

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