Há 15 anos, Inter derrotou Barcelona e sagrou-se campeão mundial

Um herói improvável.

Um herói improvável. Um gol que entrou para a história. O grito de campeão mundial atravessando o planeta. Há 15 anos, Inter e Barcelona entravam em campo do Estádio Internacional de Yokohama, palco do pentacampeonato da Seleção Brasileira em 2002, para decidir o Mundial de Clubes. O que aconteceu naqueles 90 minutos está na memória dos colorados até hoje.

Em comemoração ao aniversário dessa conquista, vamos relembrar o caminho do Internacional até a decisão contra o Barcelona e como Adriano Gabiru imortalizou a camisa 16 no lance mais importante da história do clube. Confira!

Inter conquista a Libertadores sobre o São Paulo

Para chegar ao Mundial de Clubes, o Inter conquistou, até então, o título mais importante da sua história: a Copa Libertadores de 2006. Depois de uma primeira fase invicta, a equipe passou por Nacional (URU), LDU Quito (EQU) e Libertad (PAR) até chegar à final, contra o São Paulo.

O time paulista vivia uma das melhores fases da sua história, já que vencera a competição em 2005 e conquistou ainda o tricampeonato mundial sobre o Liverpool. Ou seja, era um páreo duro e um grande desafio para o time de Abel Braga.

À época, a decisão era em dois jogos. Na ida, Rafael Sóbis marcou duas vezes na vitória por 2 a 1, no Morumbi, casa do tricolor paulista. Na volta, o empate em 2 a 2, com gols de Fernandão e Tinga, foi suficiente para explodir a massa colorada no Beira-Rio, lotado com mais de 57 mil torcedores.

O curioso é que, depois da conquista da Libertadores, o Inter sofreu algumas perdas importantes. Autores de gols nas finais, Rafael Sóbis e Tinga foram negociados com times do exterior. Jorge Wagner foi outro que também saiu da equipe, que chegou com novas peças para o Mundial de Clubes, no Japão.

Os times para a decisão do Mundial

O Barcelona tinha amplo favoritismo para o duelo contra o Internacional. A equipe tinha como credencial o título de campeã da Champions League, conquistado após vitória sobre o Arsenal de virada. No elenco, o então duas vezes melhor do mundo Ronaldinho Gaúcho, além de ídolos históricos como Xavi, Iniesta, Deco e Puyol. Nada parecia ser capaz de deter o Barça.

Por outro lado, o Internacional buscava mais um título para a coleção e tinha alguns nomes importantes, como Fernandão, Alex e goleiro Clemer. No ataque, a promessa Alexandre Pato, tido para muitos como o próximo craque da Seleção Brasileira, dava os seus primeiros passos no futebol.

Antes de disputar a final, os dois times ainda precisavam passar pela semifinal no Japão. O Barcelona reafirmou seu favoritismo e goleou o América-MEX por 4 a 0. Já o Internacional venceu o Al-Ahly em jogo difícil, por 2 a 1. Os gols foram marcados por Alexandre Pato e Luiz Adriano.

Então, para a decisão, os times foram escalados da seguinte maneira:

  • Internacional: Clemer; Ceará, Índio, Fabiano Eller e Rubens Cardoso; Edinho, Wellington Monteiro e Alex; Alexandre Pato, Iarley e Fernandão. Técnico: Abel Braga. Entraram: Vargas, Adriano Gabiru e Luiz Adriano.
  • Barcelona: Valdés; Zambrotta, Puyol, Rafa Márquez e Van Bronckhorst; Thiago Motta, Iniesta, Deco e Giuly; Ronaldinho Gaúcho e Gudjohnsen. Técnico: Rijkaard. Entraram: Belletti, Xavi e Ezquerro.

Como foi a vitória colorada no Japão

Apesar do seu favoritismo, o Barcelona não conseguiu impor o seu jogo. Foram poucas chances claras de gol criadas e o time espanhol parecia sem criatividade. O mais perto que conseguiu chegar do gol foi em chute do lateral Van Bronckhorst. Clemer espalmou nos pés de Ronaldinho Gaúcho, mas o craque brasileiro completou para fora.

Na verdade, saíram dos pés do camisa 10 as principais chances da equipe catalã na partida. Ainda no primeiro tempo, ele cobrou uma falta na direção do gol, mas Clemer defendeu sem rebote.

Do lado do Internacional, a equipe de Abel Braga praticamente não assustou, mas teve méritos ao se postar bem taticamente e pressionar bastante a posse de bola adversária.

O segundo tempo trouxe um panorama similar. Abel voltou com Vargas no lugar de Alex, enquanto Rijkaard acionou Belletti, que havia marcado o gol do título na final da Champions. Nem mesmo a entrada de Xavi Hernández, aos 15 minutos, fez o Barcelona dominar a partida. De fato, o Inter conseguiu anular as estrelas adversárias.

Em chute fraco, Iarley conseguiu a primeira finalização no gol de Valdés, enquanto Xavi recebeu um lançamento na área e finalizou nas mãos de Clemer. Nesse momento, Inter e Barcelona caminhavam para um empate no tempo normal, mas o destino colorado tinha outros planos para aquela partida em Yokohama.

Heroi improvável

Adriano Gabiru chegou ao Internacional na temporada 2006 e foi muito contestado pela torcida. Anteriormente, ele havia jogado no Athletico campeão brasileiro, com passagem pelo Cruzeiro, mas foi vaiado em diversos jogos. Era dúvida na lista de convocados para o Mundial de Clubes 2016 e só entrou por opção do técnico Abel Braga para compor o banco de reservas.

Quis o destino que Adriano marcasse o gol mais importante da história colorada. O jogador entrou em campo aos 31 minutos, no lugar do ídolo e capitão Fernandão, e foi lançado por Iarley no contra-ataque aos 36. Um simples toque na bola tirou Victor Valdés e garantiu o único gol da partida. O pé direito que ficou marcado na eternidade.

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