FIFA testa impedimento semiautomático para Copa do Catar

Tem tecnologia nova chegando ao futebol!

Tem tecnologia nova chegando ao futebol! A FIFA estuda adotar o impedimento semiautomático para a Copa do Mundo de 2022, no Catar.

O sistema de inteligência artificial utiliza câmeras para identificar a posição dos jogadores e agilizar a decisão sobre a possível irregularidade.

O procedimento está em fase de testes na Copa das Nações Árabes, disputada no mesmo país que receberá o Mundial em 2020. Se tiver sucesso, pode ser aplicada na competição principal.

Como funciona o impedimento semiautomático

O sistema de impedimento semiautomático funciona com 10 a 12 câmeras instaladas no teto do estádio, que coletam por inteligência artificial 29 pontos do corpo de cada jogador 50 vezes por segundo.

Esses dados são enviados para a sala do VAR e os operadores do replay podem mostrar o lance para os oficiais praticamente em tempo real.

Assim, os responsáveis pela arbitragem de vídeo são capazes de validar o lance com uma interrupção menor nas partidas. Por outro lado, alguns casos ainda dependem dos árbitros para tomar a decisão.

“Em um episódio de impedimento, a decisão é feita depois de analisar não somente a posição dos jogadores, mas também o seu envolvimento no lance. A tecnologia pode traçar a linha, mas a avaliação da interferência segue nas mãos dos árbitros”, explica Pierluigi Collina, chefe de arbitragem da FIFA.

Problemas mesmo com o VAR

O VAR (árbitro assistente de vídeo) foi criado para implementar a tecnologia no futebol e acabar com os erros de arbitragem.

Esse auxílio para os árbitros de campo começou a ser testado em 2016 e rapidamente ganhou força. A FIFA aprovou o VAR para a Copa da Rússia em 2018 e o primeiro uso foi na partida entre França e Austrália.

O árbitro Andrés Cunha ignorou o lance entre Joshua Risdon e Antoine Griezmann na área, mas depois foi ao vídeo e confirmou o pênalti sobre o francês. Atualmente, as grandes ligas do planeta adotam o procedimento em todos os seus jogos.

Os avanços são inegáveis, mas os resultados não são completamente positivos. A demora para tomar as decisões e as marcações duvidosas mesmo com o uso do vídeo são alguns problemas apontados.

Collina afirmou em entrevista recente que existem áreas que precisam melhorar no VAR. Entre elas o impedimento, porque em situações limite é necessário traçar uma linha, o que abre espaço para erros.

Nesse sentido, o sistema de impedimento semiautomático surge justamente para resolver uma das críticas comuns ao árbitro de vídeo e deixar o esporte mais dinâmico.

Testes para a Copa do Mundo de 2022

O sistema de monitoramento de impedimento foi apresentado ainda em 2020, mas entrou em fase de testes na Copa Árabe das Nações, iniciada no último dia 30 de novembro.

A partida de abertura entre Tunísia e Mauritânia, vencida pelos tunisianos por 5 a 1, pode não ter chamado muita atenção do público brasileiro.

Porém, ela marcou a primeira vez em que a tecnologia entrou em vigor. O curioso é que um dos tempos teve 17 minutos de acréscimo, mas não foi por conta do VAR.

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