Demissão de Fernando Diniz do São Paulo expõe realidade de treinadores da Série A

Após sete derrotas consecutivas treinador e comissão técnica não se seguraram no cargo expondo erro crônico de dirigentes no futebol brasileiro.

A alta cúpula do São Paulo não segurou Fernando Diniz. O treinador foi demitido do clube juntamente com Raí na tarde de segunda-feira (1º).

O treinador terminou dezembro com uma vantagem de sete pontos na liderança do Brasileirão.

De lá para cá, são sete partidas sem vencer e de quebra ainda viu o Internacional roubar o primeiro posto e vencer nove rodadas seguidas.

O último placar favorável aos são paulinos ocorreu no dia 26 de dezembro onde derrotou o Fluminense por 2 a 1.

A filosofia de jogo de Diniz de baseia na posse de bola desde o goleiro até o avançado. Mas o que justifica a queda do treinador foi sua incapacidade de corrigir erros do time e trocar jogadores quando estão em queda técnica.

Justamente com o mister, Raí decidiu deixar antecipadamente o cargo de Executivo de Futebol.

Como também foi anunciado as saídas do preparador físico Wagner Bertelli e os auxiliares Marcio Araújo e Eduardo Zima.

“O São Paulo agradece aos profissionais pelo trabalho e pela dedicação demonstrados durante todo o período em que defenderam as nossas cores”, disse o clube em nota.

O Tricolor Paulista ironicamente liderava ao lado do Grêmio o ranking dos “clubes exemplos”, com treinadores em permanência por um tempo longo comparado aos outros.

Um estudo recente descobriu que o Brasil é o país onde os treinadores da elite do futebol lideram o índice de demissões.

Dirigido pela Universidade Alemã de Esportes de Colônia, a pesquisa analisou a demissão de treinadores na liga brasileira entre os períodos 2003 a 2018.

Os autores descobriram que uma média de 37,1 treinadores foram demitidos a cada temporada no Brasil, contra 21 na Argentina, 10 na Inglaterra e 4,9 na França.

De acordo com o divulgado, cerca de quatro resultados ruins consecutivos são o motivo das decisões radicais, como também ser eliminado da Copa Libertadores aumenta a chance de sua saída em até 560%.

Seja em 2021 ou 2003, conta-se nos dedos os times que aguentam pressão a longo-prazo de uma fórmula crônica do futebol brasileiro.

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