Com Pia Sundhage, Seleção Feminina tem esperança de Ouro Olímpico

A sueca chegou ao Brasil em 2019 e vai às Olímpiadas com status de bicampeã e revolucionária ao futebol feminino.

Quase dois anos se passaram desde o anúncio da técnica sueca Pia Sundhage para o comando da Seleção Feminina. Em 2021, o Brasil embarca para Tóquio com parte da imprensa confiante para obter o primeiríssimo Ouro Olímpico. Mas, será que com a treinadora bicampeã do torneio com os Estados Unidos, a canarinha enfim conquista o título inédito?

Em 2019, ao substituir Vadão após a Copa do Mundo Feminina, a esperança que se floresceu era sobre uma reestruturação de tudo o que havia feito até então.

A população, reparou que as mulheres que venceram duas medalhas de prata em 2004 e 2008 com mínimo investimento, não faziam mais páreo para as seleções europeias, quiçá para as americanas.

Na Copa do Mundo Feminina em 2019, o Brasil terminou eliminado para a França por 2 a 1 com direito um gol de Amandine Henry na prorrogação.

Quando anunciada, tudo novo, mas Pia deu sinais de muito respeito com o futebol brasileiro, em entrevista à Federação Sueca.

“Estou muito feliz por esta oportunidade. O Brasil é o país do futebol, cheio de jogadoras talentosas que estou ansiosa para conhecer e trabalhar. A Seleção está em uma fase interessante – você precisa, pelo menos até certo ponto, de uma mudança de geração, enquanto precisa se preparar para as Olimpíadas no próximo ano.”

Pia disse que a oferta era irrecusável. “É triste (deixar a Suécia), eu gostei muito da seleção sub16. Mas esta oportunidade foi muito inspiradora e incrivelmente interessante para dizer não”. Revelou.

Depois da adaptação de 1 ano e 11 meses, foram 18 jogos, 11 vitórias e cinco empates. A diferença se dá na marcação, mais organizadas, as jogadoras executam o pressing – termo dado no futebol tático, quando o jogador (a) pressiona o adversário (a) da bola, diminuindo as possibilidades de ações e coagi-lo de forma a entregar a bola.

Em entrevista ao portal Dibradoras, Pia Sundhage classificou as brasileiras como “azarão” e manteve Estados Unidos e Japão como “favoritas”. As primeiras pela mentalidade vencedora e as segundas por sediarem em casa e serem um grupo coeso, unido, integrado e que entrega o principal: “vitórias”.

Se o Brasil vencerá o Ouro Olímpico ou não, uma coisa é certa: estão no caminho certo! Favoritas? Não! Perigosas? Claramente.

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