CBF deve decidir quem fica com vaga do Fortaleza após descontinuidade do futebol feminino

Entidade precisa seguir regulamento e avaliar critérios técnicos-esportivos

4min de Leituratimer 1

A descontinuidade do futebol feminino no Fortaleza em 2026 e a consequente desistência do clube em participar do Brasileirão Feminino A1 abriu uma lacuna na competição.

Nesse cenário, a torcida quer saber: quem vai ficar com a vaga deixada pelo time? Para descobrir a resposta é necessário contar com as regras da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Fortaleza encerra futebol feminino em 2026 

  • Fortaleza decidiu encerrar as atividades do futebol feminino a partir de 2026;
  • A medida partiu da SAF, justificando a necessidade de reestruturação financeira após o rebaixamento para a Série B na próxima temporada;
  • Em 2025, As Leoas conquistaram título estadual e acesso inédito à Série A1;
  • Com o fim do time feminino, o clube sofrerá suspensão automática de dois anos das competições da CBF no futebol feminino, mesmo que decida retomar o projeto nesse período.

Quem vai ocupar a vaga do Fortaleza no Brasileirão Feminino?

Ao contrário do que ocorre em acessos e rebaixamentos definidos no gramado, o regulamento da CBF não prevê substituição automática quando clubes decidem não participar do Brasileirão Feminino.

Nesse sentido, a medida tomada pelo Fortaleza reacendeu o debate sobre regras aplicadas no futebol feminino. Pelas normas da entidade, quem deve se posicionar é a Diretoria de Competições (DCO).

No Regulamento Específico do Brasileirão Feminino A1, as situações omissas precisam de resolução administrativa, utilizando critérios como princípio do equilíbrio técnico-esportivo.

Em uma situação prática, significa que a CBF deve analisar o cenário esportivo e estrutural para, após, oficializar qualquer substituição entre as equipes.

No entanto, até esta terça-feira (30), a entidade máxima do futebol brasileiro não se pronunciou oficialmente sobre qual clube poderá “herdar” a vaga deixada pelas Leoas.

Cenário no fim da temporada

Na Série A2 do Campeonato Brasileiro Feminino, Santos, Botafogo, Atlético-MG e Fortaleza conquistaram acesso à elite do futebol, após avançarem às semifinais.

Com a desistência do Laion, a CBF deverá voltar a atenção para clubes eliminados nas quartas de final do Brasileirão. No caso, Vitória, Minas Brasília, Ação-MT e Mixto-MT.

Caso o critério seja o desempenho ao longo da competição, a equipe do Espírito Santo se apresenta com a melhor campanha geral entre os times eliminados no mata-mata.

Porém, a entrada do Vitória na Série A1 do próximo ano depende exclusivamente da confederação. A CBF pode seguir o critério esportivo como referência ou definir outro desfecho, desde que respeite o regulamento do torneio e exigências técnicas para o clube escolhido jogar na elite.

Ceará passou pela mesma situação em 2024

Há quase dois anos, o time feminino do Vozão também deixou de atuar após o clube ser rebaixado à Série B. Na ocasião, o Ceará alegou questões orçamentárias.

Considerando as regras da CBF, o clube precisou conquistar acesso atuando nas divisões inferiores. Atualmente, as “Meninas do Vozão” disputam a Série A3 do Brasileirão Feminino.

Ana Bittencourt
Jornalista por formação, apaixonada por esportes, música e cultura. Entusiasta do futebol feminino, defende que lugar de mulher é onde ela quiser. Concluiu a...
graduação em 2008 na Universidade Franciscana, em Santa Maria (RS). Tem passagens pelo Grupo RBS e pelo Sistema Medianeira de Rádios. Cresceu em uma família de pai e irmão fanáticos por futebol e com eles coleciona grandes memórias. A principal delas, com a Seleção Brasileira, durante a final da Copa do Mundo de 1994 - a primeira em que viu o Brasil ser campeão do mundo. Até hoje não esquece a reação de Roberto Baggio ao errar o gol e imagina como seria a cobrança de Bebeto caso o italiano não tivesse chutado para fora.
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