Atlético-MG bate recorde da plataforma Socios.com com venda de 850 mil fan tokens

Clube mineiro pretende gerar uma fonte de renda extra e de se aproximar ainda mais dos torcedores

Dois lotes de fan tokens – um tipo de criptomoeda – foram esgotados em muito pouco tempo pela torcida do Atlético-MG, recentemente. A torcida alvinegra comprou 850 mil moedas digitais na plataforma Socios.com, gerando receita de R$9 milhões. Deste valor arrecadado, metade foi diretamente para as contas do clube de Belo Horizonte. Este é um dos mercados que mais cresce, não só aqui no Brasil, mas também ao redor do mundo.

Para pagar as “luvas” do atacante Lionel Messi, a grande contratação do futebol mundial em 2021, o Paris Saint-Germain (PSG) fez o uso desta criptomoeda. Com a chegada do argentino ao clube da Cidade Luz, a unidade do fan token sofreu uma grande valorização e aumentou mais de 50%. Além da contratação do craque hermano, juntamente com as chegadas de outros atletas como o zagueiro Sérgio Ramos, o goleiro Gianluigi Donnarumma e o meio-campista Georginio Wijnaldum, o PSG movimentou aproximadamente US$1,2 bilhão só com a moeda digital.

No Atlético-MG, os dirigentes deram o nome do seu projeto de $GALO. As unidades de fan token foram vendidas em questão de minutos. Só o primeiro lote, com 600 mil unidades, não durou mais de oito minutos. Foi a quarta venda mais rápida no Socios.com. A segunda leva foi de 250 mil unidades.

Os torcedores que adquiriram este ativo terão acesso a diversas promoções exclusivas, com o direito a sorteios e a outros tipos de vantagens. Mas, olha, o mais legal é a oportunidade que o proprietário terá de participar de decisões de pequeno impacto. Por exemplo, o clube pode solicitar que os torcedores escolham um modelo determinado de braçadeira para ser utilizado em uma partida e por aí vai.

O principal objetivo do fan token, além de gerar uma renda extra para as entidades esportivas, é o de gerar uma interação maior entre torcedores e a sua equipe de futebol.

A iniciativa tomada pelos atleticanos foi seguida também pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). No início de agosto, em somente 19 minutos, a organização que gere o futebol no Brasil, esgotou 30 milhões de Brazilian Fan Tokens (BFT). A criptomoeda foi comprada por 13.658 pessoas, que pagaram €0,50 por unidade. No total, foram arrecadados cerca de R$90 milhões. Uma nova rodada de vendas está programada para um futuro breve. A tendência é que cada vez mais outros clubes e entidades esportivas brasileiras sigam o mesmo caminho da CBF e do Atlético-MG.

Fan tokens pelo mundo afora

Assim como o PSG, outros clubes gigantes e tradicionais do futebol europeu também estão aderindo aos fan tokens. São eles: Juventus, Milan, Barcelona, Atlético de Madrid, Roma, Galatasaray, Manchester City, Independiente e a seleção argentina de futebol. Mas, olha, este tipo de mercado não fica restrito ao futebol. Equipes de e-sports, como Team Alliance, Natus Vincere e Team Heretics, e de Fórmula 1 – Aston Martin Cognizant e Alfa Romeo Racing -, também contam com os fan tokens. A Professional Fighters League (PFL) – liga profissional de MMA – também não ficou de fora desta onda.