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Juninho, o Reizinho das bolas paradas

Zico, Marcelinho Carioca, Neto, Rogério Ceni, Ronaldinho, assim como a BetGold que vem ganhando espaço no futebol brasileiro, são vários os nomes que encantaram o Brasil e o mundo ao se especializarem numa fase do jogo em especial: a cobrança de bolas paradas. Decidindo jogos e resolvendo situações complicadas de forma única, um brasileiro em especial se destacou no aspecto para conquistar e fazer história com a camisa do Olympique Lyonnais.

Sendo comandado por um presidente visionário e ambicioso, o Lyon deixou de ser uma equipe que estava prestes a falir para se tornar um dos gigantes dentro do futebol francês e assim conquistar seu espaço entre uma das equipes mais relevantes da Europa a partir dos anos 2000. O primeiro grande feito do Lyon envolvendo os jogadores brasileiros na verdade não envolveu Juninho, mas foi iniciada por outro jogador: Sonny Anderson.

Após alguns anos vivendo altos e baixos com a camisa do Barcelona, Sonny Anderson aceitou a proposta de Jean-Michel Aulas para retornar à França. O jogador que já havia vestido a camisa do Olympique do Marseille e do Monaco viu o OL receber o apoio de um novo acionista para tornar Sonny uma das maiores transferências da época e para afirmar as grandes ambições da equipe. As expectativas de todos em relação ao negócio foram correspondidas e Sonny Anderson levou o Lyon ao topo do futebol francês. Em 2002, o clube foi campeão francês pela primeira vez em sua história e iniciou uma sequência de oito conquistas seguidas dentro da França, sendo que Juninho, que chegou no clube em 2001 graças ao trabalho de Marcelo Dijan, participou de todas.

Dentro de sua trajetória como jogador do Lyon, Juninho Pernambucano se tornou um dos ídolos máximos da equipe. Jogou no clube de 2001 até 2009, vestindo a camisa do OL em 344 oportunidades para marcar exatamente 100 gols, sendo que 44 deles foram marcados em cobranças de falta.

"Ele é capaz de acertar a bola com força e precisão. É o único no mundo que conseguie fazer isso. Para mim, ele é o melhor cobrador de bolas paradas do mundo", palavra de Paul Le Guen, treinador de Juninho no OL entre 2002 e 2005.

Sobre as faltas, o próprio disse numa reportagem para a TV francesa: "Tento golpear forte, de baixo para cima, e relaxo minha perna completamente para que a bola adquira uma velocidade e depois possa cair atrás da barreira", disse Juninho. Durante os treinamentos específicos em Lyon, era o goleiro reserva que servia de cobaia e, na época, a posição foi ocupada por Rémy Vercoutre durante muitos anos, o que provalvemente torna o goleiro o jogador que mais sofreu gols do brasileiro nos treinamentos. "Havia 30 ou 40 cobranças durante as seções de treinamentos e 90% das faltas iam na direção do gol. E na maior parte do tempo, quando elas iam no gol, ele marcava. Na época, a bola do campeonato não era a mesma para cada equipe. Juninho foi quem disse para o clube comprar todas as bolas que os clubes usavam dentro de seus estádios. Toda semana ele treinava para se acostumar com a textura, para saber se a bola flutuava mais ou menos e até com a cor", declarou Vercoutre numa reportagem sobre as cobranças do brasileiro.

De longe, de perto, na direita ou na esquerda. Todos os jogadores já sabiam o que estava por vir quando Juninho Pernambucano pegava na bola. O que era uma simples situação de jogo acabou se tornando uma atração dentro do próprio jogo: ver Juninho cobrar faltas. O perigo "Se o futebol evoluiu ao ponto de ter somente um jogador para as bolas paradas, eu posso jogar até os 50 anos. Treino, preparo minhas pernas e entro para cobrar como no futebol americano", ressaltou o brasileiro quando jogava na MLS pelo New York Red Bulls.

Dos 44 gols marcados, são vários que ficaram marcados na mente de Juninho ao longo da história. Dentro da França, o Ajaccio foi considerado como um adversário complicado pelo meia e, numa partida contra o time da ilha da Córsega, o brasileiro marcou um dos gols mais improváveis de sua carreira. Com 40 metros de distância do gol, "Juni" resolveu arriscar. Ao colocar um efeito na bola, a mesma mudou de trajetória enquanto percorria todo o campo de ataque adversário e acabou enganando o goleiro antes de ultrapassar a linha do gol. Outros gols também ficaram marcados, como a falta que abriu o placar da partida contra o Barcelona na Liga dos Campeões de 2009 ou a falta que enganou até o gandula contra o Bayern de Oliver Kahn marcado em 2003.

Mas, além da qualidade intrínseca, há outro aspecto que o camisa 8 destaca sempre. "Você não chega num nível alto sem o esforço. É impossível. Você pode ter o talento, mas se não trabalha, não é possível. Não acredito na sorte na minha vida, acredito é no trabalho. É o trabalho e a repetição que farão com que saiba o que fazer nos momentos dos jogos", ressaltou Juninho numa entrevista para o L´Équipe.

"A receita é não colocar tanta curva. É preciso colocar potência, bater na face da bola, golpeando por baixo para que ele possa subir e descer. O segredo sempre é o talento aliado ao trabalho". Mesmo com a receita dada, a história já está feita e o mundo jamais haverá outro batedor de bolas paradas igual Juninho Pernambucano.

 
 

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