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Entrevista exclusiva com Alex Dias

Alex Dias foi campeão brasileiro em 2006, pelo São Paulo
Site oficial do São Paulo

Campeão brasileiro duas vezes, Alex Dias passou por clubes como Cruzeiro, Vasco, Fluminense, Saint-Etienne e Paris Saint-Germain

Ele é um velho conhecido da torcida brasileira. Foi campeão brasileiro duas vezes, pelo Cruzeiro e pelo São Paulo, campeão da Copa do Brasil, pelo Fluminense, e foi ídolo na França, atuando com a camisa do Saint-Etienne. Alex Dias foi artilheiro por quase todos os clubes em que passou. Agora, já aposentado, participa dos torneios de showbol pelo Brasil.

Confira abaixo a entrevista com Alex Dias.

Gostaria de começar perguntando um pouco da sua vida. O que você tem feito atualmente?

Faz dois anos que eu parei de jogar futebol. Estou terminando uma sessão, com a minha consultora, de uns prêmios. Jogo showbol, que inclusive é transmitido na televisão, e jogo algumas peladas e futevôlei com meus amigos.

Então você não possui mais nenhuma ligação com o futebol profissional? Não possui nenhuma ligação com clube pra virar treinador?

Não. Ainda não fui por esse caminho. Parei de jogar há apenas dois anos, ainda estou resolvendo a minha vida aqui onde moro, em Goiânia. Por enquanto, só tenho jogado futevôlei e showbol mesmo.

Em 1999, você chegou no Saint-Etienne, na França, e foi uma chegada de surpresa. Como foi essa negociação?

Em 1999, os diretores do Saint-Etienne vieram em Goiânia para observar o Aloísio e nós tínhamos uma partida contra o Internacional. E nesse jogo eu joguei muito bem e o presidente e os diretores franceses ficaram empolgados com a dupla que fazíamos. Então, resolveram contratar nós dois e acabamos indo para lá. O Aloísio já estava certo com o Saint-Etienne. E eu acabei indo junto.

E como você recebeu essa notícia? Foi uma surpresa?

Foi uma coisa rápida. No jogo contra o Internacional eu havia jogado bem, cheguei a fazer um gol. Um pouco depois, o Aloísio me ligou, falou que o pessoal do Saint-Etienne gostou de mim e que queriam me contratar. E eu aceitei na hora. Fomos e tive a felicidade de pode jogar do lado do Aloísio de novo.

Quais são as suas lembranças do seu período no Saint-Etienne?

Foi maravilhoso. No inicio foi um pouco difícil, principalmente por causa da língua, mas eu e o Aloísio mostramos qualidade dentro de campo. Pelo valor da negociação, nós conseguimos dar resultado. Depois desse primeiro momento, virei titular e cheguei a artilharia do time. Por dois anos fui escolhido como o melhor estrangeiro do clube. Então foi uma marca boa na minha carreira. A tristeza foi o episódio dos passaportes falsos que fizeram pra mim e pro Aloísio. Mas isso eu prefiro nem ficar lembrando. Foi um período muito bom, de muita alegria, fiz muitos amigos. Sempre tive muito contato com os torcedores. Eu gostaria de fazer um jogo de despedida lá, estamos tentando apenas arrumar um patrocínio.

Em 1999, você disputou uma partida contra o Olympique de Marselha e marcou quatro gols. O que isso representou?

Nós ganhamos esse jogo por 5x1 e eu tive a felicidade de marcar quatro gols. Esses dias o Saint-Etienne jogou contra o Olympique de Marselha e eles mandaram uma equipe até aqui, eu fiz uma reportagem, vesti a camisa do clube. Foi algo que ficou marcado. Eu tenho um carinho pelos torcedores que ficará pela vida toda. Eles jamais me esqueceram. Por isso que eu quero tanto conseguir um patrocínio pra poder concretizar esse jogo de despedida pelo Saint-Etienne e gostaria de ver o estádio lotado.

Você chegou por lá com o seu amigo e já companheiro de clube Aloísio. Como foi a sua adaptação aos jogadores franceses? Você chegou a fazer amigos?

No começou foi um pouco difícil, por causa da língua. Mas depois nós começamos a jogar e ficou mais fácil. Eu e o Aloísio temos grandes amizades por lá. Inclusive, um dos nossos melhores amigos era o nosso tradutor, o Carlos. Fizemos amizade também com o fotógrafo do clube, o Felipe, que estava sempre presente fazendo as imagens. E também mantemos contato com alguns dos jogadores.

Muito se fala que você tinha uma relação difícil com o seu treinador naquela época, o Robert Nouzaret. Como era essa relação?

Era difícil. Quando eu cheguei, no começo, ele não me colocava para jogar. Eu só fui jogar na quarta partida, contra o Nancy. E acabei jogando muito bem e então não saí mais. Depois eu fui relevando os pensamentos dele sobre mim, nós fomos aceitando um ao outro, mas no começo ele não gostava do meu futebol.

Com o Saint-Etienne você não chegou a ser campeão. Isso te faz falta? Como você avalia essa falta de títulos pelo clube, apesar do seu bom momento pessoal?

As equipes que enfrentávamos na época estavam muito fortes, principalmente o Lyon. Então, nós não tínhamos um time chegar e brigar pelos títulos. Estávamos montando um time, o clube havia acabado de subir da segunda divisão. Contratou eu, o Aloísio e mais alguns reforços mas ainda não éramos um time para brigar pelos títulos. Quando estávamos chegando perto da briga, houve o episódio dos passaportes falsos. O clube foi penalizado, perdeu pontos e a coisa desandou. Mas com certeza, mesmo sem títulos, eu e o Aloísio estamos marcados até hoje no Saint-Etienne.

Falando sobre o episódio do passaporte, na França fala-se que a culpa é do seu empresário. Foi isso mesmo?

Não. O problema foi com o Edinho, mas ele não era o meu empresário, era do Aloísio.

Esse episódio te prejudicou muito?

Me prejudicou muito na França. Eu era o vice artilheiro do campeonato, o time estava bem e acabamos penalizados. O clube perdeu pontos, eu fiquei alguns meses sem poder atuar e acabamos caindo para a segunda divisão de novo.

O que você tem para falar sobre a torcida do Saint-Etienne?

A torcida é única. É como se fosse a do Flamengo ou a do Corinthians, aqui no Brasil. É muito fanática. Sempre que jogávamos o estádio estava lotado. Em Mônaco, Paris.. Qualquer lugar. Aonde nós íamos, a torcida vinha junto. Por isso eu guardo na memória com carinho. Depois da minha passagem por lá, voltei para fazer um jogo festivo e a torcida lembrou de mim, fez festa. Então eu lembro deles sempre com muito carinho.

O Saint-Etienne foi rebaixado para a segunda divisão e você foi para o Paris Saint-Germain com o Aloísio. Foi uma coisa inesperada para você?

Na verdade, eu joguei a segunda divisão pelo Saint-Etienne, mas nós não conseguimos voltar para a primeira divisão, então eu fui emprestado pro Paris Saint-Germain. Infelizmente, nós não conseguimos render tão bem quanto no Saint-Etienne. Mas foi uma passagem boa, podemos jogar ao lado do Ronaldinho Gaúcho e do Anelka. Tivemos o Luis Fernández como treinador, que era um grande técnico. Então foi uma passagem boa, mas infelizmente foi apenas um ano de empréstimo e não conseguimos ter a continuidade que gostaríamos.

Você citou dois nomes marcantes dessa época, na França: o Ronaldinho e o Luiz Fernández. Falava-se muito que eles não se davam bem e, recentemente, o Ronaldinho não quis nem falar sobre o Fernández. Você sabe o motivo disso?

O motivo eu não sei, mas ele pegava muito no pé do Ronaldinho. Eu, particularmente, me dava muito bem com ele. Foi o cara que pediu a minha contratação, então sou sempre muito agradecido.

Sobre o Ronaldinho, como foi a convivência entre vocês? Vocês eram amigos, ele era um pouco mais fechado, tímido.. Como era?

Ele era um pouco mais na dele. Era o primeiro ano dele, estava chegando depois de uma negociação complicada com o Grêmio. Mas nós tínhamos uma amizade. Costumávamos fazer churrasco na casa dele ou na do Aloísio. Estávamos sempre naquela harmonia de brasileiros.

E o Anelka? O que você pensa dele?

Excelente jogador. Mas ele não gostava muito de treinar, não. Chegava a hora que queria. Era meio rebelde, até pela idade que ele tinha na época. Mas depois conseguiu dar continuidade na carreira e foi vitorioso.

Depois dessa temporada no Paris Saint-Germain, você voltou pro Saint-Etienne, mas depois você decidiu não ficar na segunda divisão. O que houve?

Eu não quis ficar porque desejava alguma coisa melhor, então acabei voltando pro Brasil. Voltei pro Cruzeiro, onde fui campeão brasileiro em 2003, com aquele time de ouro. E dei continuidade na minha carreira aqui no Brasil.

Falando do presente, o que você acha da situação do Paris Saint-Germain e do Saint-Etienne? Agora o PSG possui um investidor do Qatar e montou um grande time e o Saint-Etienne também está brigando lá em cima na tabela, está se classificando para a UEFA Champions League. O que você acha desse momento dos dois clubes?

Fico feliz. Tenho amigos que jogam no Paris Saint-Germain, como o Thiago Silva, que jogou comigo no Fluminense. Então fico feliz por eles terem conseguido esse investidor e estarem disputando a Champions League. E pelo Saint-Etienne também, que está na zona de classificação para as competições europeias. Pela torcida, pela cidade, acredito que se tiver um presidente que invista, tenho certeza que o Saint-Etienne vai estar ali brigando por título todo ano.

Você ainda mantém contato com o Saint-Etienne? Possui algum projeto para ajudar eles?

Eu tenho um projeto de futuramente levar alguns jogadores para lá. Estou buscando essa parceria. Mas isso é mais para frente. Primeiro tenho que resolver minha situação aqui em Goiânia, a minha empresa. Mas tenho planos de ir para a França e quem sabe abrir as portas para podermos fazer alguns negócios de jogadores ou até virar treinador.

 
 

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