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À espera de uma chance, Hélder avisa: "O Inter está sim bem servido na lateral-direita"

Gaúchos se preparam para decidir título da Taça Farroupilha no próximo domingo contra o Juventude
S.C. Internacional
Aos 25 anos, jogador aposta na força e na velocidade para conquistar seu espaço no elenco colorado

Retornar ao futebol brasileiro foi, de início, um choque para o lateral-direito Hélder. O estilo de jogo desenvolvido no país ficou mais dinâmico desde sua saída rumo à Europa, onde ele defendeu as cores do Nancy, da França, e de clubes da Romênia. Em 2013, vestir a camisa do Internacional, clube pelo qual já havia tido rápida passagem, foi parte significativa da realização de um sonho. E ele garante que já está readaptado. Mas para que esse sonho se torne completa realidade, falta ainda uma sequência no time principal comandado pelo técnico Dunga.

Nesta entrevista exclusiva ao Sambafoot, que acontece às vésperas do confronto entre Inter e Juventude, na grande decisão da Taça Farroupilha - o segundo turno do Campeonato Gaúcho - Hélder falou sobre as alegrias e os percalços enfrentados no retorno ao Brasil. Revelou também o que o Colorado pode esperar do rival de domingo. E ainda deu um recado ao torcedor que bate na tecla de que o time gaúcho está carente de laterais: "Não estou aqui de férias, nem de chinelinho".  

Como foi o retorno ao Brasil e, em especial, ao Inter, onde você já tinha tido passagem rápida em 2007?

Está sendo muito bom esse retorno ao Brasil. Eu estava precisando voltar, já estava cansado da vida lá na França. Fiquei cinco anos. Não aguentava mais. Acho que voltei no momento certo. Saí bastante novo e não tive uma convivência com outros jogadores no início. Lá eu tive que aprender tudo sozinho. Agora, minha cabeça está mais tranquila. Estou morando com minha esposa, meu filho, então coisas diferentes têm acontecido.

Sentiu dificuldade de se readaptar ao futebol brasileiro?

Quando eu voltei, eu sempre comentava com meu empresário e com minha esposa como o futebol brasileiro tinha mudado. Está muito mais dinâmico, bem melhor do que quando eu saí. Meu primeiro jogo foi contra o Lajeadense, e eu senti bastante a diferença. Mas agora, depois de três meses, já me acostumei.

Como você avalia o seu desempenho desde o retorno ao Inter?

Um ponto triste do meu retorno foi que, além de minha estreia ter sido muito rápida, logo eu tive uma lesão no tornozelo, que me deixou afastado por um mês. Foi num momento em que eu estava bem fisicamente, e nós tínhamos uma sequência de muitos jogos. Fiz apenas uma partida de titular e entrei em outras três. Fiquei triste, pois tenho uma expectativa pessoal, mas também em relação ao Inter e à torcida. Até brinco que, se não fosse minha família por perto, se eu fosse solteiro, acho teria feito muita besteira, porque realmente foi uma situação difícil.

Como aconteceu a lesão?

Foi num treino. Um treino bobo até, só com uma parte do grupo. O goleiro acabou entrando de uma forma mais dura e eu quase quebrei o tornozelo. Até hoje eu sinto um pouco de dor, mas não paro. Não gosto de ficar parado, nunca gostei. E nunca me machuquei. Essa foi a minha primeira lesão em toda a carreira profissional.

O que fazer para conquistar seu espaço numa posição que conta hoje com o Gabriel? 

Eu estou muito tranquilo. Sempre fui persistente, nunca me deixei ser vencido por nada. Procuro ajudar a equipe, mesmo quando não vou para o jogo. Algumas vezes cheguei a pensar em parar, dar uma pausa, mas logo me apegava ao esforço que fiz para vir jogar no Inter. Sei que se cheguei até aqui, é porque mereço. Então, vou até o final. Vou esperar pela minha oportunidade.

Como você está vendo o desempenho do Inter nesse Gauchão?

Não sei se essa foi umas das melhores campanhas do Inter, mas acho que dispensa comentários. Ganhamos o primeiro turno, temos agora a final da Taça Farroupilha. O jogo de domingo contra o Juventude vai ser difícil, mas acho que estamos no caminho certo.

O Juventude, aliás, é o clube que te revelou. O que você pode falar sobre esse adversário? Tem alguma dica para dar ao Dunga sobre o que vem por aí?

Dica eu não digo que tenho. Imagina você chegar para um Forlán, um D'Alessandro e falar isso. Eles vão rir de mim (risos). Mas claro que eu tenho uma noção do que significa esse momento para o time deles. Vejo como o futebol é rápido. Há cinco anos, era eu quem estava no Juventude, enfrentando o Inter. Ficava totalmente entusiasmado. Então, acho que eles estão assim agora. Ainda mais que o treinador é o Lisca, que eu conheço bem. Ele me treinou aqui no Inter. Tenho certeza de que eles vão querer mostrar serviço.

Você está tendo a oportunidade de trabalhar com o Dunga. O que mais te chamou a atenção na filosofia dele até agora?

É o estilo de treinador que eu gosto. Com ele, você busca sempre a perfeição, fica querendo sempre dar o seu melhor. Não tem nenhum relaxamento. É um cara que cobra porque sabe que você pode dar mais. Assim, ninguém se acomoda. Nem os que estão jogando, nem aqueles que querem jogar.  

A força no apoio e velocidade para avançar continuam sendo seus pontos fortes?

Acho que sim. É até uma diferença minha em relação ao Gabriel. Ele é um cara que tem um jogo um pouco mais dinâmico, do qual gosto muito. Eu até brinco que nasci no país errado, que devia ter nascido na Europa. Meu estilo hoje está baseado na força e na velocidade. Mas eu procuro utilizar isso da melhor maneira possível durante os jogos. 

Você também já atuou muito como volante, né? Hoje você ainda quebra um galho em outras funções?

Sim, comecei como volante. Na verdade, em Ribeirão Preto, no colégio onde eu estudava, eu era goleiro. Mas meu pai falava que goleiro preto não tinha vez, não dava muita sorte (risos). Então, passei a jogar de zagueiro, depois volante e lateral. No Inter, estou só na lateral. Mas há pouco tempo, no Nancy, joguei um pouco em cada posição. Volante, meia... fazia o que precisava.

Que recado você gostaria de dar ao torcedor do Inter?

Eu já ouvi dizer que o Inter só tem o Gabriel na lateral, mas isso é mentira. O Inter tem sim outro jogador na posição. O nome dele é Hélder, e ele está treinando todo dia, esperando ter uma oportunidade de mostrar serviço à torcida e à diretoria, que confiou nele. Eu não estou aqui de férias, nem de chinelinho, como já escutei por aí. Estou trabalhando, porque essa é minha carreira. Posso dizer que o time está sim bem servido no setor. 

 
 

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