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Exclusivo: Eduardo, do Ajaccio, revela: "Estou decidido a voltar para o Brasil"

Depois de uma longa passagem pela Europa, jogador quer disputar seu primeiro Brasileirão
Action Images
Atacante falou sobre sua vontade de jogar na elite do futebol brasileiro

O piauiense Eduardo tinha apenas 20 anos de idade quando deixou o Brasil rumo à Europa para iniciar uma longa trajetória que inclui passagens pela Suíça e pela França. Revelado pelo Flamengo-PI e hoje atacante do Ajaccio, time da primeira divisão do Campeonato Francês, o jogador, de 32 anos, só pensa em voltar ao seu país para disputar, pela primeira vez na carreira, a Série A do Brasileirão. Nessa entrevista exclusiva para o SAMBAFOOT, Eduardo relembra o período glorioso no Grasshopper, os momentos difíceis por conta de uma grave lesão no joelho e admite que não abre mão de ficar ligado em tudo o que acontece no futebol brasileiro.

Você nasceu numa cidade pequena no Piauí. Como foi o processo até se tornar um jogador profissional?

Na minha cidade, São João do Piauí, não tinha futebol profissional. Morei lá até os 14 anos e fui para Teresina, onde estavam os clubes profissionais do estado, como o Flamengo-PI. Foi lá que eu me tornei jogador e fiquei até os 17 anos, isso depois de ter jogado um tempo no amador. Fiquei até 2000, quando teve a Copa João Havelange. Então alguns empresários começaram a me ligar, dentre eles um suíço, que me levou para Joinville, onde fui campeão catarinense em 2001. Depois voltei rápido para o Flamengo-PI e joguei alguns jogos da Copa do Brasil. Passamos pelo Sport e perdemos para o Corinthians nas oitavas.

Depois disso, você foi tentar a experiência na Suíça. Como foi sua passagem por lá?

No início, foi difícil a adaptação, principalmente por causa da língua. Ainda me disseram que eu iria para o time principal, e não foi bem assim. Fiz alguns jogos, fui bem, e assinei contrato por três anos. No começo eu jogava mais no segundo time, até que passei a fazer a pré-temporada de 2002 com os titulares passei a integrar o time principal. De janeiro de 2002 até 2006, sempre fui titular no Grasshopper. Lá, fui campeão suíço em 2003. Em janeiro de 2007, fui para a França jogar no Guingamp. Fiquei até 2009. Fui bem acolhido. O time estava lutando para não cair. Joguei bem e consegui ajudar a equipe a se manter na segunda divisão. Em 2009, fomos campeões da Copa da França.

Falando em Copa da França, você marcou dois gols na final contra o Rennes... foi o ponto alto de sua passagem pela Europa?

Foi um dos meus melhores momentos na Europa. Não sei se o mais importante, porque o título suíço também marcou. Mas deu prazer o fato de estar num time da segunda divisão ganhando de várias equipes da primeira. E foi o primeiro título o clube. Em seguida, em maio de 2009, acabou meu contrato e assinei com o Lens.

Como foi a passagem por lá?

Foi mais complicado. Apesar de ser um grande clube, estava com problemas financeiros e eu fui o único contratado. No primeiro ano nós fomos bem, mas a pressão era grande, porque o clube estava acostumado com as primeiras posições. No segundo ano, caímos. Fiquei mais seis meses e depois saí, vim para o Ajaccio.

Você chegou ao Ajaccio com um bom currículo, né?

Sim, já tinha uma boa experiência na primeira divisão. O problema era que o time estava em último no campeonato. Logo que cheguei ganhamos três jogos e fiz três gols. Saímos da zona de rebaixamento. Só voltamos para lá na reta final, na penúltima rodada, mas vencemos na última e não caímos. Nesse ano, estamos em 13º.

Como você avalia o desempenho da equipe este ano?

O time é melhor do que ano passado, só que perdemos muitos pontos. Jogamos bem, fizemos gols, mas muitas vezes deixamos escapar a vitória no final dos jogos. Poderíamos estar numa posição melhor, entre os dez primeiros.

Até quando vai o seu contrato no Ajaccio?

Até junho de 2013.

E quais são os seus planos para o futuro? Ficar na França ou, quem sabe, voltar para o Brasil?

Eu tenho vontade de voltar para o Brasil agora. Quero muito jogar meu primeiro Brasileirão, porque saí muito novo, com 20 anos, e já passei muito tempo na Europa. Agora eu estou mais decidido a voltar para o Brasil, se aparecer uma proposta interessante.

Em 2004 você sofreu uma grave lesão no joelho e ficou um ano parado. O que aconteceu exatamente nesse período?

Fiquei um ano parado, porque fiz duas cirurgias. Tive uma inflamação no tendão da rótula do joelho (patela). Foi como o Ronaldo, só que o meu não rompeu, só inflamou. Tiraram a parte inflamada, mas o medico na Suíça que cuidou disso não refez o tendão. Disse que ia se regenerar sozinho, só que isso não aconteceu. Fiquei cinco meses parado com dores, até que fui em outro médico, da Seleção suíça, que me disse que eu teria que operar de novo, senão eu não voltaria a jogar. Era para refazer o ligamento, porque estava muito fraco. Aí fiz, passei mais seis meses parado. Um ano no total. Depois me recuperei bem e nunca mais tive lesão.

Eu li que você chegou a ser comparado ao Neymar por algumas publicações na Europa. Teve isso mesmo? Qual foi a sua reação?

Na verdade eu já escutei algumas coisas parecidas, comparações com grandes jogadores, mas não com ele. Eu tenho essa característica de ousar um pouco mais, pegar a bola e partir em velocidade para frente. Fiz muitos gols assim por aqui. O Neymar já faz parte de uma geração mais atual do que eu. Mas eu gosto muito desse estilo de jogo.

Você acompanha o futebol brasileiro?

Acompanho. Sou um pouco apegado, porque é um futebol mais técnico. Aqui é um jogo de muita força física, então é sempre um prazer maior assistir aos jogos dos times brasileiros.

E fica aquela vontade de voltar, não?

Com certeza, dá essa vontade. Acho que agora está mais do que na hora de eu voltar.

 
 

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